Uma das principais concessionárias privadas de transmissão de energia elétrica do Brasil, a ISA CTEEP responde por cerca de 60% da energia consumida na Região Sudeste, o equivalente a cerca de 24% do total transmitido pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) – o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do País.

O SIN é considerado único em âmbito mundial por seu tamanho e suas características de produção e transmissão de energia elétrica: um sistema de grande porte, com alta predominância de usinas hidrelétricas (cerca de 70%) e formado por empresas das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da Região Norte.

A principal malha do SIN é composta por 125 mil quilômetros de linhas de transmissão – nas tensões 230 kV, 345 kV, 440 kV, 500 kV, 600 CC e 750 kV – que formam a Rede Básica. Já as Demais Instalações de Transmissão (DITs) são constituídas por linhas e equipamentos operantes em tensões inferiores a 230 kV – 11,5 kV a 138 kV – e são pertencentes às transmissoras, não integrando a Rede Básica do SIN.

A ISA CTEEP e suas oito empresas, controladas e coligadas, mantêm atuação em 16 Estados brasileiros – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Espírito Santo.

A Companhia conta com quatro unidades regionais no Estado de São Paulo – Cabreúva, Taubaté, Bauru e São Paulo –, além de um Centro de Operação de Transmissão (COT) em Jundiaí e um Centro de Operação de Retaguarda (COR) em Cabreúva.

Reconhecida pela excelência da prestação de serviços, a ISA CTEEP adota uma estratégia operacional baseada na permanente geração de valor. Para isso, a Companhia, eleita Empresa Referência pela ANEEL em 2012, pauta sua ações em três pilares:

  • Aplicação de tecnologias modernas em suas instalações (centros de controle, subestações e linhas de transmissão).
  • Aperfeiçoamento contínuo e certificação dos processos de gestão da Operação e Manutenção.
  • Capacitação, desenvolvimento e valorização das pessoas, com foco na multidisciplinaridade e senso de equipe.

Nos últimos 10 anos, a companhia  investiu cerca de R$ 10 bilhões na expansão do sistema de transmissão. Outro marco importante é a prorrogação de seu principal contrato de concessão por mais 30 anos realizada em 2012. A relevância de sua atuação faz de seus ativos uma fonte indispensável à cadeia energética do Estado de São Paulo. Com a utilização de interligações regionais, a ISA CTEEP transmite cerca de 98% da energia produzida no Estado.

A ISA CTEEP considera a qualidade um compromisso permanente no fornecimento de transmissão de energia aos clientes e isso orienta sua estratégia de eficiência operacional.

O nível de eficiência da ISA CTEEP é reconhecido como modelo no mercado nacional. Com padrões de qualidade de serviço superiores ao exigido pela Comissão de Integração Energética Regional (CIER), a Empresa é considerada referência em Eficiência Operacional e Indicadores de Qualidade pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a agência do Governo reguladora do setor.

Gestão de qualidade

Em seu Sistema de Gestão da Qualidade, a ISA CTEEP segue as diretrizes do padrão normativo NBR ISO 9001: 2008 e vem avançando em sua implantação desde 1998, quando a abrangência incluía apenas as atividades de Tempo Real do Centro de Operação (ISO 9002:1994).

Em 2008, foram certificados 100% de um total de 38 processos relativos à área de Operação, completando o padrão de excelência nos serviços de transmissão de energia elétrica. Já os processos das áreas de Manutenção e Empreendimentos foram certificados em 2009, passando a abranger, dessa forma, as três principais áreas de atuação da Companhia – Operação, Manutenção e Empreendimentos.

Gestão ambiental

Dentro do princípio de minimizar impactos ambientais e contribuir ao desenvolvimento sustentável, a ISA CTEEP adota o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) na expansão de suas operações. Com o SGA, é disseminada a cultura de preservação ambiental entre os colaboradores por meio de treinamentos de conscientização, divulgação das normas e dos procedimentos preconizados, entre outros.

Entre as medidas do SGA garantidoras de que operação e manutenção mantenham foco na preservação ambiental, está a adoção da norma ISO 14001. Só no ano de 2015, iniciativas de gestão ambiental foram alvo de investimentos de cerca de R$ 3 milhões em ações de prevenção, mitigação e tratamento.

O sistema elétrico da ISA CTEEP e de suas oito empresas controladas e coligadas compreende uma rede com mais de 18.633 quilômetros de linhas de transmissão. É essa rede que viabiliza o transporte de energia a partir dos pontos de conexão com as geradoras e das interligações com outras transmissoras até à rede das concessionárias distribuidoras, responsáveis por levar a energia elétrica até os pontos de consumo final.

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Parte das linhas de transmissão é aérea, ou seja, funciona em instalações externas, e é composta por extensos cabos metálicos, sustentados por mais de 39.000 torres por meio de cadeias de isoladores e ferragens. Já as linhas subterrâneas possuem cabos de energia projetados para funcionar em ambientes fechados e são construídas sob proteção de valas ou túneis.

Confira abaixo as silhuetas típicas das torres de transmissão (metálicas) da ISA CTEEP, com as suas respectivas larguras da faixa de passagem.

Subestações

Com 122 subestações interligando seu sistema de transmissão, a ISA CTEEP garante a disponibilidade de energia em todo o Estado de São Paulo. São as subestações que fazem a conexão das linhas de transmissão para diferentes localidades e, quando necessário, elevam ou reduzem os níveis de tensão da eletricidade.

Em uma subestação estão equipamentos de proteção e controle, como para-raios instalados nas linhas e transformadores para atenuar a possibilidade de excesso de tensão, e chaves seccionadoras, para isolamento, manobra de equipamentos e mudança da configuração da subestação quando necessário, entre outros.

Uma subestação é avaliada por sua disponibilidade total e pela análise individual de equipamentos. Sua manutenção considera a média de intervalo entre as falhas ocorridas, caracterizado pelo período de disponibilidade do equipamento, além do tempo médio dispendido com os reparos.

Modelos de subestações – convencionais e blindadas

As subestações são classificadas conforme a potência instalada que possuem, configuração construtiva e função no sistema. Elas podem ser convencionais ou blindadas. As instalações mais frequentes são do tipo convencional, a céu aberto, que utilizam o ar como meio isolante entre os equipamentos. Esse modelo de instalação ocupa uma larga área de espaço físico e é característico das subestações construídas há mais tempo.

A partir do crescimento dos centros urbanos, as subestações passaram a ser projetadas em tamanhos menores e formatos compactos. Como alternativa ao uso do ar como meio isolante, passaram a adotar o gás hexafluoreto de enxofre (SF6), viabilizando, assim, o modelo das subestações blindadas, com ambiente totalmente fechado.

Desempenho Operacional

A operação e a manutenção são os dois aspectos que influenciam o desempenho de uma linha de transmissão. Por isso, a ISA CTEEP se mantém sempre atenta à performance de sua infraestrutura, a fim de entregar um serviço com elevados níveis de qualidade.

Para medir o desempenho de suas operações, a empresa usa indicadores de disponibilidade e taxa de interrupções. Assim, pode-se verificar se o funcionamento de uma linha de transmissão está dentro de padrões satisfatórios, considerando a relação tempo de disponibilidade versus número de desligamentos ocorridos por 100 quilômetros de linha/ano.

Por sua vez, quando o parâmetro para de desempenho é a manutenção, observa-se o tempo médio entre as falhas ocorridas, verificando a disponibilidade do equipamento e o tempo médio para a realização de reparos.

Para analisar a qualidade de operação e manutenção das linhas de transmissão, a ISA CTEEP prepara anualmente um diagnóstico individual de cada linha, com recomendações dos serviços necessários à permanência ou à melhoria do desempenho apresentado. A elaboração desse diagnóstico conta com um conjunto robusto de informações como classificação da linha segundo sua prioridade; resultados das inspeções aéreas e terrestres; serviços executados pela equipe de manutenção; situação quanto à corrosão; entre outras.

A realização de manutenção de linhas de transmissão por meio de inspeções e dados estatísticos permite prever o momento necessário de intervenções. Para isso, são alocados profissionais treinados, materiais e equipamentos para o atendimento a eventualidades em um prazo mínimo. Essas intervenções de manutenção ocorrem, de preferência, sem que haja interrupção de fornecimento de energia.

Entre os indicadores do desempenho operacional da ISA CTEEP estão Duração Equivalente de Interrupção (DREQ) e Frequência Equivalente de Interrupção (FREQ), que informam, respectivamente, o tempo e o número de interrupção da demanda máxima.

Histórico de energia não suprida

Gráfico - Histórico de energia não suprida

No último relatório, de 2015, esses indicadores revelaram uma performance superior que nos períodos anteriores – a Companhia registrou FREQ de 0,0794 e DREQ de 1,2049 minutos, ambos inferiores aos resultados nos últimos quatro anos.

Outro instrumento de avaliação de operação, o valor de desconto na receita da Companhia, em decorrência de indisponibilidades de Funções de Transmissão (FT), chamada de Parcela Variável, representa a dedução da receita da transmissora em função de desligamentos das FT. Em seu registro mais recente, de 2015, a ISA CTEEP teve descontado 1,25% da sua receita, enquanto no ano anterior o índice foi de 1,28%.

Durante o ano, as perdas totalizadas na transmissão de energia foram estimadas em 1%, variação considerada ótima, coerente à natureza da atividade da Companhia.

Disponibilidade dos Ativos

Transformadores

99,9119%

Linhas de Transmissão

99,9983%

Disjuntores

99,9438%

Reatores

99,9566%

Em sua atividade de fornecer ao mercado brasileiro cerca de 131.486 GWh de energia, a ISA CTEEP mantém um Indicador de Energia Não Suprida (IENES) da ordem de 10-6 (um milionésimo), patamar considerado excelente e que demonstra a eficiência da prestação de serviços da Companhia. A marca resulta do empenho da Empresa em manter a racionalização e otimização dos processos de operação e manutenção, buscando a melhoria contínua de produtividade e a qualidade dos trabalhos das equipes técnicas com a adoção de tecnologias de última geração.

Outro exemplo recente de melhoria de infraestrutura como parte do uso de tecnologias avançadas é o processo de digitalização da subestação Edgard de Souza (São Paulo), a primeira instalação de grande porte da Companhia totalmente digitalizada segundo padrões internacionais. Trata-se de mais um passo rumo à modernização da rede elétrica da Empresa, que aumenta a confiabilidade e mantém o nível de excelência de suas atividades. A ISA CTEEP já conta com 29 subestações totalmente digitalizadas.

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Centros de Controle da Operação

A coordenação de todo o sistema elétrico da ISA CTEEP é realizada por dois Centros de Controle da Operação, apoiados por sistemas de informação, que supervisionam e controlam as subestações e linhas para garantir serviços de qualidade com economia, segurança e eficiência.

Instalados no interior paulista –e interligados por sistemas de transmissão de voz e imagem, os dois centros contam com um processo de full back-up, ou seja, de prontidão permanente para, a qualquer momento, um substituir o outro caso seja necessário – se um dos dois apresentar alguma irregularidade, por exemplo. Dessa forma, a operação de controle fica protegida de prejuízos para o sistema com total confiabilidade.

Ambas instalações são 100% certificadas pela norma ISO 9001 e operadas por uma equipe de profissionais de alta capacitação técnica, submetida a reciclagens e treinamentos práticos e teóricos, inclusive com adoção do Simulador para Treinamento (STO), o que garante a perfeita integração e atualização com as diretrizes operativas da ISA CTEEP e dos Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Algumas iniciativas são especialmente dedicadas a garantir o avanço contínuo na modernização dos ativos e das tecnologias e dos controles da ISA CTEEP. Uma delas é a utilização do simulador digital em tempo real (RTDS – Real Time Digital Simulator), que posiciona a ISA CTEEP em um reduzido grupo de empresas capazes de realizar simulações com detalhamentos de milissegundos, possibilitando uma profunda avaliação da rede elétrica e ajustes mais precisos e rápidos nos mecanismos de controle e proteção.

Atualizado em 7 de março de 2017.